A “INSUSTENTABILIDADE” da Rio+20

Talvez a pouca importância que a conferência internacional tenha recebido nos meses anteriores a sua realização, fosse um prenúncio do que seria a realidade desse “Mega Evento”.

Num breve resumo tivemos o “boicote” dos maiores poluidores do mundo, EUA e CHINA, mais uma vez os Alemães demonstram inteligência, afinal um dos povos mais preocupados com a sustentabilidade também marcaram sua ausência…

A questão Nuclear, que virou doce na boca dos ambientalistas, pouco foi discutida, salvo a presença dicotômica do presidente Mahmoud Ahmadinejad, atualmente o Darth Vader da questão.

Manifestações pararam a Rio Branco, com mulheres colocoando seus seios flácidos de fora, balançando bandeiras da CUT e do PSTU (sempre presentes), causando o CAOS e uma emissão de carbono triplicada pelos carros e ônibus parados por horas nos engarrafamentos.

A vida dos Cariocas mudou. Crianças sem aula por 3 dias, para evitarem os engarrafamentos já frequentes numa cidade que não possui o menor planejamento de tráfego, tão pouco um transporte público no mínimo aceitável.

Nos palcos do show, para cada 5 participantes, 1 era da segurança, gigantescamente montada para impedir a possível vergonha de manifestações de ambientalistas que, ao contrário de serem respeitados como os ASTROS desse show, foram tratados como os verdadeiros palhaços.

Tendas abertas com possantes condicionadores de ar, movidos por geradores que ostentavam a ridícula placa de “movido com 20% de biodiesel”.

Caravanas de batedores, esquemas de segurança, jantares milionários, um gasto espetaculoso… e tudo isso para o que? Para a criação de um documento inócuo, sem nenhuma grande novidade, sem responsabilização ou mesmoconsciência da responsabilidade que temos de ter pelo nosso planeta.

Foi um grande jogo de “empurra” e do famoso “deixa que eu deixo”. Não chame minha atenção que eu não chamo a sua…

Animais foram negligenciados, os oceanos…que gritam por socorro…foram até comentados. Mas no esquema do “deixa prá amanhã o que eu posso fazer hoje” e esse amanhã já é ONTEM.

E quem paga a conta por esse documento “em branco”? Nós mesmos. E é uma conta cara, não só financeiramente. Uma conta cara que já pagamos atualmente, mas que deixaremos principalmente “na pindura” para nossos filhos e netos.

O problema é: Talvez nem tenhamos como pagar e para quem pagar.

 

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