A exatamente 2 anos atrás eu já alertava para os problemas do Campo de Santana

Na intenção de mais uma vez desmentir pessoas inconsequentes e mentirosas, que não desejam que os problemas dos animais do RJ sejam solucionados, publico aqui o relatório da vistoria feito PESSOALMENTE por mim em 30 de Junho de 2010, quando ainda coordenava a comissão da ALERJ.

Esse relatório demonstra que apurei os problemas, informei soluções e estive sim no Campo de Santana. Aliás, por várias vezes. E que a Comissão acompanhou o problema do CS, inclusive nas reuniões com a Parques e Jardins… mas a minha saída da comissão atrapalhou o andamento desse trabalho.

Já eu, de minha parte, posso afirmar que nessa época, JAMAIS encontrei nenhuma pessoa desse grupo difamador e mentiroso por lá!

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

 

COMISSÃO ESPECIAL PARA ANALISAR E ACOMPANHAR CRIMES E MAUS TRATOS CONTRA A VIDA ANIMAL, EXCETUANDO-SE SERES HUMANOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Relato dos fatos da vistoria:

Em resposta a denuncia anônima foi realizada uma vistoria no Campo de Santana por uma equipe da COMISSÃO ESPECIAL PARA ANALISAR E ACOMPANHAR CRIMES E MAUS TRATOS CONTRA A VIDA ANIMAL, EXCETUANDO-SE SERES HUMANOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, na data de 30 de junho de 2010, no endereço da Praça da República S/N, centro da cidade do Rio de Janeiro. Tal vistoria foi procedida pelo coordenador Fabiano Jacob. No local visitei o Centro de Esterilização onde foi recebida pela veterinária Mariana. No decorrer da visita foram encontrados vários abrigos de madeiras para os gatos, todos localizados em uma parte do parque chamado de Bambuzal onde encontraram a voluntária Ione.

 

Durante a vistoria foram atestadas as seguintes situações:

 

  1. A veterinária responsável pelo Centro de Esterilização informou não possuir em mãos controle sobre o número de animais do parque esterilizados mensalmente. Acrescentou que as esterilizações daquela população são realizadas duas vezes por semana. Alegou ainda que muitos animais, por estarem debilitados, não podem ter a cirurgia efetuada na data prevista, necessitando tratamento de suporte. Constatamos, através das fichas de atendimento, que muitos desses animais são acometidos por infecção das vias aéreas, provavelmente causada pela exposição dos animais às intempéries.

 

  1. O local destinado ao pós-operatório é pequeno, devido ao tamanho da população de gatos do parque. Devido à impossibilidade de alojar todos os animais operados, foi improvisada uma extensão desse local, em construção anexa ao Centro de Esterilização, mas o local revela-se insalubre para a condução do pós operatório, devido ao pouco espaço, exígua ventilação e falta de gaiolas adequadas. Foram encontrados inclusive animais alojados em caixas de transporte.

 

 

  1. Foi observado espaço no entorno do Centro de Esterilização, o qual poderia ser utilizado para ampliação da sala de recuperação pós cirúrgica.

 

  1. A veterinária responsável informou que o tratamento pós operatório é realizado pela voluntária Dione, a qual tinha acabado de sair.

 

  1. Em todo parque existem grupos de gatos e encontramos vários abrigos improvisados por voluntários, com papelão, sacos de ração, jornal etc.

 

  1. A voluntária Ione, encontrada tratando dos animais no Bambuzal,  informou que a administração do Campo de Santana fornece cinco kilos de ração por dia para os gatos que devem ser, em média, 300 a 350 animais.

 

 

  1. No local chamado de Bambuzal encontramos vários abrigos de madeiras, em precário estado de conservação. Esses abrigos ficavam espalhados pelo Campo de Santana com o objetivo de abrigar os gatos das chuvas e do tempo frio, o que diminuiria a incidência de doenças respiratórias entre os animais. No entanto, a atual a administração do Campo de Santana mandou retirar os abrigos espalhados pelo parque e centralizá-los no Bambuzal.

 

  1. Encontramos gatos presos dentro dos abrigos o que pode ser prejudicial à saúde dos mesmos, pela falta de ventilação e meio propicio a infecções.

 

 

O número de esterilizações de gatos do Campo de Santana é bem menor que as esterilizações realizadas em gatos que não são do parque,  o que prejudica o controle populacional dos felinos que habitam o local. Solicitamos então a veterinária Mariana que nos fosse enviado a relação dos gatos esterilizados no período dos últimos três meses.

 

 

Também constatamos que a quantidade de ração fornecida pela administração do parque é insuficiente para alimentar todos os gatos. Deveriam  ser fornecidos pela administração do Campo de Santana, no mínimo, 25 kg de ração de boa qualidade por dia. Essa medida minimizaria a queda de resistência nos animais e, consequentemente, as doenças. Os animais doentes, além de aumentar o trabalho dos voluntários, os oneram com gastos em veterinários. Da mesma forma, impossibilita a correta condução do programa de castração.

 

É relevante que os abrigos de madeira fiquem em todo o parque para cumprir a finalidade de proteger os felinos do frio e das chuvas, evitando que sofram com as intempéries do tempo e adoeçam.

 

Foi verificado no Bambuzal um alojamento, desativado recentemente, que pode ser utilizado para melhorar o manejo e tratamento dos animais que vivem no parque.

 

 

 

As fotos retiradas e do local encontram-se em anexo

 

Sem mais a atestar até o momento,

 

 

__________________________________

Fabiano Jacob

Coordenador

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adicionar aos favoritos o Link permanente.

Add a Facebook Comment

Deixe uma resposta