ANIMAIS SILVESTRES DO RIO DE JANEIRO SEM PROTEÇÃO!

Pessoal,

Por experiência própria, posso AFIRMAR: Já era complicado entregar animais silvestres no CETAS do IBAMA… agora então?

Me recordo ainda do dia em que, como representante de órgão estadual ligado ao meio ambiente, tive de me sentar no chão da recepção do IBAMA na Praça XV, até ser atendido para fazer a entrega de 2 papagaios e um tigre d´água nesse órgão federal.
Nessa ocasião eu questionava aos funcionários sobre os cartazes que alardeavam a seguinte frase: “TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES É CRIME! DENUNCIE!”

Para que as grandes campanhas de denúncia, telefones de LINHA VERDE, Cetas…se eles justificavam que não tinham espaço, não tinham carro para fazer a transferência, não tinham pessoal… ou seja… UMA FARTURA… “FARTA” de tudo no IBAMA.

Agora, sinceramente, não sei se essa situação é um problema ou uma “benção” para os funcionários do IBAMA. Como já dificultavam (e muito) para recepcionar animais, para fazerem seu trabalho…talvez essa “desculpa” tenha vindo bem a calhar para esse órgão.

Fato é que, se o tráfico rolava SOLTO no Estado do Rio de Janeiro…agora está LIBERADO!!!

E quem sofre mais com isso??? Os animais, como sempre!

Do Jornal O GLOBO

Unidade do Ibama deixa de receber animais em Seropédica

Bichos ficam estressados com obras do Arco Metropolitano, e centro de triagem tem de fazer barreira acústica

Biólogo João de Deus mostra uma das araras que está no abrigoFoto: Paulo Nicolella / O Globo

Biólogo João de Deus mostra uma das araras que está no abrigo

PAULO NICOLELLA / O GLOBO
RIO – Há seis dias, os animais silvestres apreendidos no Rio estão sem destino. Tudo porque, desde o dia 16 de maio, o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, em Seropédica, deixou de aceitar bichos de qualquer espécie. Segundo o Ibama, o motivo é a necessidade de se executar obras de isolamento acústico e barreiras no entorno para que a construção do Arco Metropolitano, que acontece ao lado do Centro de Triagem, não afete as duas mil espécies que vivem por lá.
— É escandaloso. O Ibama recomenda que não sejam apreendidos mais animais silvestres pelos órgãos. Eu fui até lá tentar entregar um tucano e não pude deixá-lo. Estamos sem um local no estado de recepção de animais silvestres. Mas os bichos que já viviam ali continuam no local, sofrendo com a poeira e estressados com o barulho — afirmou Rogério Rocco, analista ambiental do Instituto Chico Mendes.
A construção de um novo centro de triagem foi uma das condições para a obra do Arco Metropolitano atravessar a Floresta Nacional Mário Xavier, onde funciona o atual abrigo de animais. Segundo a Secretaria estadual de Obras, o projeto de um novo espaço foi desenvolvido e apresentado para avaliação do Ibama. No entanto, o Ibama precisou mudar a área onde seria construído o novo centro de triagem e, por isso, a licitação da obra foi cancelada. Ficou acordado, então, que o abrigo será transferido até dezembro para uma região da própria Floresta Nacional Mário Xavier, localizada na Via Dutra.
— Será feita uma nova licitação, que só deve ser lançada em dois meses. Depois vamos fazer as obras e então poderemos transferir o Centro de Triagem. Por enquanto, para que as obras do Arco Metropolitano aconteçam, estamos fazendo um isolamento acústico para diminuir o impacto aos animais. Avisamos aos órgãos competentes, como a PM e a Polícia Civil, que as apreensões de animais não podem ser levadas para lá por enquanto — afirmou Márcia das Graças, superintendente substituta do Ibama no Rio.
As obras de isolamento ainda não têm data certa para chegar ao fim. Segundo Márcia, os animais apreendidos devem ser encaminhados para um zoológico ou para centros de triagem de outro estado.
— Outra opção é confiar os animais a um fiel depositário até que possamos resgatá-lo novamente — disse Márcia.
Não é a primeira vez que a obra da rodovia atrapalha a fauna local. Em 2009, uma espécie rara de perereca foi descoberta na região da Floresta Nacional Mario Xavier, também no trajeto do Arco. Para evitar a extinção do animal, a solução encontrada foi erguer um viaduto sobre o lago onde se reproduz a perereca.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/unidade-do-ibama-deixa-de-receber-animais-em-seropedica-4964616#ixzz1vnDGCegO

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