Espécie rara de tubarão é encontrada no Rio Grande do Sul

Apesar de ficar chateado…preferia que o animal estivesse livre e ainda nadando nas profundezas…mas não dá prá perder a piada….

Tubarão com chifre??? A “tubaroa” certamente não era muito fiél!

(do G1)

Tubarão-duende foi morto e capturado por barco pescador.
Animal foi doado para museu oceanográfico de universidade.

Uma espécie rara de tubarão foi doada ao Museu Oceanográfico da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul na quarta-feira (21). O animal foi capturado por um
barco de pesca a 400 metros de profundidade na costa gaúcha e foi cedido ao
instituto já morto, apesar de bem conservado.

O animal é um tubarão-duende (Mitsukurina owstoni), conhecido por
apresentar um grande “chifre” na cabeça, logo acima da boca. Essa saliência é
feita de material cartilaginoso. O exemplar morreu jovem e tinha 2 metros e 30
centímetros de comprimento. “Aqui no Brasil, esse animal só havia sido
encontrado antes em Santos”, afirma Lauro Barcellos, diretor do museu, em
entrevista ao Globo Natureza.

Equipe mede o corpo do animal recém-descoberto na costa brasileira. (Foto: Roberto Witter / Agência RBS)
O tubarão-duende tem 2 metros e 30 centímetros de
comprimento. (Foto: Roberto Witter / Agência RBS)

Pelo fato de ser um animal muito flácido, ele será conservado em um líquido
adequado (formol) e útil para manter os tecidos fixos no corpo. Quando estiver
pronto, o tubarão será levado para exposição no museu.

Pouco se sabe sobre a espécie, já que poucos exemplares foram vistos por
pesquisadores no mundo todo. No Brasil, as chances são ainda mais remotas de se
encontrar o tubarão, já que é rara a pesca a uma profundidade tão grande na
costa nacional.

“Seria precipitado dizer que esta espécie está em extinção. Esse peixe
simplesmente vive em uma região de difícil acesso, a informação sobre ele é
muito escassa”, afirma Barcellos.

O tubarão-duende vive em um ambiente gelado, com temperaturas abaixo de 5
graus Celsius, com pouca luminosidade. Alimenta-se de pequenos peixes e outros
animais que vivem no fundo do mar. Para a caçada, essa espécie conta com três
fileiras de 25 dentes cada dentro de uma boca que pode ir para frente e para
trás.

Equipe mede o corpo do animal recém-descoberto na costa brasileira. (Foto: Roberto Witter / Agência RBS)
Equipe mede o corpo do animal recém-descoberto na
costa brasileira. (Foto: Roberto Witter / Agência RBS)
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