Circo Estava Usando Animais na Ilha do Governador

Então amigos,

Sexta feira, minha filha ganhou do colégio entradas para o circo SPADONI… E lá vou eu e a família, felizes, já que no Estado do Rio de Janeiro temos a Lei Estadual 3714 que PROIBE A PARTICIPAÇÃO DE ANIMAIS EM ESPETÁCULOS CIRCENSES NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO… Doce ilusão…

Já na segunda atração, me entra um palhaço vestido de caçador e uma caixa enorme escrita “made in África”. Eu tinha certeza de que NÃO HAVIA UM LEÃO LÁ, mas algo não me pareceu certo…

Não deu outra… o palhaço entrava na caixa e cada vez saia mais rasgado, como se tivesse sido atacado por um animal feroz. Ao final da apresentação ele abre a caixa e me saí correndo de dentro um Pincher, que dá a volta no picadeiro e pula em seu colo… em exatos 5 segundos de apresentação…

Como conhecedor da Lei, aquilo me afrontou MUITO… mas resolvi assistir o restante do espetáculo, justamente para descobrir se mais algum animal seria usado, quando então, na figura de cidadão (hoje não tenho mais as facilidades que como servidor público Estadual, ligado ao meio ambiente eu tinha), pagador de seus impostos e “fiscal da lei” iria chamar a polícia e solicitar que o circo fosse autuado em 10.000 UFIR, tal qual prevê a Lei.

Várias atrações foram se apresentando, até a hora do mágico… e lá estavam eles… 3 pombos, nos tradicionais números de aparição de dentro da cartola e dos lenços…

Não aguentei e, aproveitando o intervalo, fui procurar o dono do circo, que estava sentado em um trailler nos fundos do mesmo.

Lá chegando, me daparei com um senhor muito gentil, com um cão cocker marrom e branco, muito bem tratado e bonito sentado em seu colo… Me apresentei a ele, falei de nosso blog e das minhas antigas funções oficiais. Arguí o dono do circo sobre seu conhecimento da Lei Estadual (visto que o circo é originalmente de SP) e o mesmo me confessou conhecer a lei, mas que “achava que um cachorrinho rapidamente e 3 pombinhos” podiam ser usados.

Tenho que confessar, ele foi bem receptivo a minha “acertiva explicação da lei” e de suas con$$$equências…

Resultado, saí de lá com a promessa de que mais NENHUMA atração usaria animais enquanto o circo estivesse em nosso Estado. Ainda avisei ao proprietário que eu voltaria em outra data, e que solicitaria que outras pessoas também fosse ao circo, verificar se realmente os animais não mais seriam usado… e ele mais uma vez me garantiu que não! Chamou o mágico, que inclusive se comprometeu e ainda me deu a dica, de que um espetáculo em Nova Iguaçi estaria usando não 2, mas vários cães e outros animais em suas atrações, e com requintes de maus tratos quando os mesmos “erravam” na apresentação.

Deixo aqui consignado meu pedido para que alguém dessa cidade verifique se a denúncia procede, e nos informe.

Claro que antes de saír fiz questão de averiguar a condição dos animais usados nessa noite, ou sejam, o cãozinho e os pombos, que estavam todos em ótimo estado, sem nenhum sinal de maus tratos, tanto físicos quanto em suas acomodações (talvez pelo fato do dono do circo gostar de animais, conforme contei nesse artigo).

É sempre bom lembrar que CIRCO LEGAL é CIRCO SEM ANIMAL, e que a cultura circense é espetacular e que devemos proporcionar esse belo espetáculo de superação dos HOMENS, no trapézio, usando malabares e todas as outras atrações que tanto nos encantam…

Mas, estamos de olho… a Lei foi uma conquista dura, que merece ser respeitada em favor de nossos amigos peludos, emplumados e de todas as espécies!

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