E acabou tudo em feijoada na Câmara dos Vereadores!

Pois é pessoal,

Ontem foi o dia da tão esperada “Audiência Pública” na Câmara dos Vereadores, sob o tema “JUSTIÇA, EQUIDADE E IGUALDADE PARA OS ANIMAIS NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO”.

Eu já esperava algo “fraco”, não pela iniciativa dos defensores de animais, mas exatamente por nossos queridos parlamentars, em vista da proximidade do “Recesso Parlamentar” (leia-se uma das 2 férias remuneradas que eles tem por ano).

Peço desculpas aos leitores, já que esse artigo tem pouco profissionalismo jornalístico, Sei que deveria ter anotado nomes, gravado imagens, feito um relatório completo… mas diante da narrativa abaixo, tenho a certeza que serei desculpado por vocês…vamos lá:

8:45 – Apesar da “Audiência Pública” ter sido marcada para as 9:30, queria chegar mais cedo, para poder me inscrever nas “falas”, já que tinha minhas dúvidas(em vista dos participantes anteriormente confirmados) se me permitiriam falar…

Me identifiquei e segui para o cerimonial, que fica exatamente defronte a entrada do plenário, onde a “audiência Pública” iria ocorrer.

Muito gentilmente me foi oferecido um cafezinho, que quase coloquei prá fora, quando fui informado que não seria mais uma “Audiência Pública”, mas um “Debate”, visto que para audiência seriam necessários AO MENOS 2 Vereadores membros da Comissão Permanente. Mas muitos anteriormente confirmados teriam desmarcado a presença… e o “Debate” seria dirigido pelo Vice-Presidente da Comissão, Vereador José Everaldo, único membro da comissão presente! Será que é porque hoje começam as férias…ops…recesso parlamentar?

Cel. PM Samaha. Comandante do RPMONT

A única coisa boa foi encontrar a ÚNICA autoridade policial presente, o Cel.PM Samaha, comandante do RPMONT, sobre o qual postei uma matéria aqui no site!

9:20 – Entrei no Plenário, garanti meu lugar bem na frente, de frente ao Presidente do Debate e, comecei minha “Caçada ao Assessor Perdido”, na intenção de me inscrever, visto as razões apresentadas acima. Encontrei o assessor finalmente e, consegui me inscrever como o primeiro com direito de falar! Vitória!!!!

10:00 – Ufa! Várias pessoas chegando e nada de começar a audiência… ops DEBATE…sequer o Presidente do debate se encontra presente! Falta de respeito? Que nada… essa palavra não existe no legislativo. Já chegaram o Dr. Daniel Braga Lourenço, professor de Direito e escritor, Cel.PM Samaha, o secretário da SEPDA, Sr. Luiz Gonzaga (a estrela do dia), acompanhado de seu subsecretário de gestão, também o subsecretário de saúde do Município, Sr. Arnaldo Lassance e a Dra. Tatiana, Superintendente de  Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses. Todos formariam mais tarde, a mesa com o Presidente José Everaldo.

10:35 – Começamos!!! Com as famosas pompas, apesar de ser apenas um “Debate”, as autoridades se apresentaram, falaram, fizeram um prólogo do que seria o debate, e a maioria disse ter sido pega de surpresa, com um convite na data anterior (claro, já que as autoridades inicialmente convidadas desmarcaram). Onde estariam o Comandante do Batalhão Florestal? Onde estaria o delegado da DPMA? A secretaria de Ordem Pública? A Guarda Municipal? Representante do Parques e Jardins?

Vereador José Everaldo

11:00 – Sou chamado a pupito, para minha fala… tentei gravar, mas deu algum problema na hora. Depois, caso eu receba (conforme prometido) a filmagem do evento, publicarei aqui os melhores momentos.

Falei sobre minha experiência, sobre vários problemas do município do Rj, critiquei a SEPDA, mas com propriedade, sugeri o fim desse cabide de empregos e que fosse criado um fundo de proteção animal para apoio aos defensores. Comentei ainda sobre a VERGONHA de que autoridades se utilizariam por milhares de vezes da SUIPA em suas necessidades, mas que aquela mesma casa tentou destruir esse trabalho, trazendo prejuízos morais e financeiros a essa instituição, que certamente seriam prejuízos a milhares de animais. Falei que com vontade política, qualquer verba proporcionaria um bom trabalho. Lembrei ainda a minha vistoria ao CCZ do Rio de Janeiro, que gerou várias ações e denunciou a prática de eutanázia em cães de raças ditas “anti-sociais”…

Já revendo a guerra de egos (comum entre defensores) fiz questão de informar que estava alí, não com a preocupação de quantos animais já teria salvo em minha vida… uma vez que animais não são figurinhas em um álbum, mas de todos os que eu tinha certeza que não tinha salvo!

Encerrei minha fala, com aquela luzinha vermelha piscando, que nos informa que o tempo acabara, já que nosso tempo era controlado (enormes 5 minutos) enquanto das autoridades e “vereadores” que cairam de paraquedas por lá, era ilimitada!

Nem vou continuar com a ordem cronológica dos eventos. basta contar a vocês que, seguiram-se discursos de vereadores, como Tio Carlos, que a todo momento fez questão de se dizer um protetor e que não estava lá em busca de votos, mas como líder da oposição, aproveitou para “encher de porrada” o nome do prefeito Eduardo Paes (tava passando na TV né!).

Depois teve o nobre vereador que (nem sei o nome) em seu 1.000 mandato discorreu sobre animais, começando sua fala com: “Eu também me considero um protetor. Eu adoro os bichinhos lá de casa! E eu até dou, de vez em quando, uns sacos de ração lá

Cachorro no painel que adorna o Plenário. Eles estavam lá na fundação da cidade!

na minha rua”… fiquei com urticárias depois de escutar essa!

Foi a vez do Américo Pessoa. Subiu ao pupito, discorreu sobre os problemas da SEPDA, atacou diretamente o secretário, agradeceu ao subsecretário pelas obras no hospital em favor dos animais e mais alguns assuntos, representando a ONG de sua esposa…

Ao terminar sua fala, cobrou do secretário a data da inauguração do centro e, recebeu a seguinte bomba:

“Sr. Américo, muito me estranha o senhor ter moral para falar algo de errado da SEPDA, quando o Sr, Foi fiscalizado no seu abrigo e foram descobertas várias irregularidades, cães com câncer, passando fome, com doenças…”

Pronto, começou a “feijoada”. Um acusando o outro e ameaçando de processos! Um momento lastimável! Mas esperado!

Seguiram-se falas de protetores, falas emocionadas, que mostram o quanto realmente a causa é um SACERDÓCIO e não apenas uma opção. Foi levantada a questão do Campo de Santana, a qual o Secretário Luiz Gonzaga apenas tirou o corpo fora, dizendo que o Campo de Santana era problema da Fundação Parques e Jardins!

Sugestão: VAMOS MUDAR O NOME DA SECRETARIA PARA SEPDAMACS… TRADUÇÃO:

SECRETARIA ESPECIAL DE PROMOÇÃO E DEFESA DOS ANIMAIS, MENOS ANIMAIS DO CAMPO DE SANTANA

O tempo todos, com raras exceções, foram apenas acusações e defesas por parte dos participantes. O Sr. Secretário chegou a afrontar protetores, mostrando em sua fala que não está preparado para gerir uma discussão, que dirá uma secretaria.

Era o momento do Subsecretário de saúde se despedir, mas ele fez questão de deixar claro que desconhecia as eutanázias no CCZ…

Vamos esclarecer: Na época isso gerou um borburinho tremendo. Saíu em Jornais de grande circulação, gerou uma mobilização no plenário da ALERJ, com a presença de mais de 100 protetores e com direito até a “dancinha” do SUICÃO nas galerias… até a visita de um de seus pares, um outro subsecretario de saúde nos procurou na Comissão de Defesa do meio Ambiente… foi publicado em Diário Oficial e todos os parangolés possíveis… MAS ELE NÃO SABIA DISSO! E É SUBSECRETÁRIO DE SAÚDE!

Então, no intuito de informá-lo e a quem mais não tenha conhecimento, meu próximo post será a publicação do relatório oficial aqui no Atitude Animal!

Para fechar com chave de ouro, por volta das 13:15h, o Sr. Marco Antonio Totó pediu a palavra, mas como acho que a mesma não foi dada, esbravejou do fundo do plenário, algo assim:

“O Secretário Luiz Gonzaga é um incompetente, enquanto ele for secretário no Rio de Janeiro os animais é que sofrem! Ele está sob tratamento psiquiátrico, tomando remédio de tarja preta e não tem competência para o cargo!”

Foi admoestado (corretamente ao meu ver) pelo presidente do “debate”, uma vez que assuntos e ataques pessoais como esse não deveriam fazer parte desse encontro!

Assim sendo, essa foi a Feijoada do dia! E olha que nem era sexta-feira, que é o dia tradicional desse práto típico!

Final do evento? Nem eu te ligo, nem você me telefona… ou seja, nada resolvido, nada decidido, nada mudado!

E tudo continua como dantes, no quartel de Abranches!

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