PE: técnicos do Ibama devolvem animais silvestres à Mata Atlântica

Esse se salvaram. Uma pena que nem todas as vítimas do Tráfico tenham a mesma sorte!

(do G1)

A destruição da floresta é como uma condenação para as mais diferentes espécies.

Em Pernambuco, um belo registro no que restou da Mata Atlântica. Tão rica e tão vulnerável: da exuberante Mata Atlântica que cobria toda a costa brasileira, restam apenas 7%. A destruição da floresta é como uma condenação para as mais diferentes espécies. Sem o principal refúgio, eles estão cada vez mais ameaçados.

O tráfico de animais silvestres faz suas vítimas. Os poucos que são capturados pela fiscalização vivem enclausurados, atrás das grades. O centro de triagem de animais silvestres do Ibama no Recife está lotado, com quase 400 pequenos prisioneiros que não cometeram crime algum.

Esta rotina dramática é resultado de um costume antigo da população que insiste em criar animais silvestres como se fossem bichos de estimação. Para mudar este hábito, foi criado por lei o Dia de Libertação de Animais Silvestres do Cativeiro Doméstico de Pernambuco.

Os animais que têm condições de voltar a viver em liberdade fazem o caminho de volta para a floresta. Desde o início do ano, quase dois mil animais silvestres já foram devolvidos às matas em Pernambuco. Todas as semanas esta tarefa se repete: os técnicos do Ibama libertam as mais diferentes espécies nos locais de origem, de onde nunca deveriam ter saído. São áreas mantidas em sigilo em todas as regiões do estado e que oferecem proteção para os animais.

A cada gaiola aberta, um voo para a liberdade. A mamãe timbu com os filhotinhos na bolsa que carrega como um canguru segue sem pressa. A jiboia parece reconhecer o lugar e a caninana, arisca, não perde tempo. Assim, sumindo na mata ou desaparecendo no riacho, eles encontram a vida nova.

 

 

 

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