Sobre os cães da Freguesia, na Ilha do Governador

Pois é pessoal,

 

Conforme prometido, estive hoje na Praia da Freguesia, exatamente em frente ao nº 35 dessa rua.

Primeiro quero expor exatamente o que encontrei, depois vou fazer minhas considerações:

Cheguei por volta das 15:20. O que encontrei foram 4 cães, 3 deles juntos, sentados e deitados calmamente ao que pareciam ser pescadores da localidade e 1 passeando e correndo atrás dos pombos na praia (se é que podemos chamar de praia). Dos 3 que estavam sentados e deitados calmamente, apenas 1 apresentava um pequeno problema de pele na parte traseira (meu pareceu sarna, mas não sou Vet, então posso estar errado), os demais, inclusive o molecão que corria na praia, estavam em excelenetes condições.

Durante os quse 40 minutos de minha observação nenhum ato de agressividade foi demonstrado por quaisquer dos cães. Inclusive, os moradores do nº 35 estavam fazendo um churrasco (o prédio fica a menos de 15 metros da praia) mas nenhum dos cães pareciam se preocupar com isso. Um pai, com 2 filhos jogava futebol na praia, bem em frente ao prédio (ele era participante do churrasco) e o cão passava por ele e seus filhos sem causar incômodo.

Agora vou as minhas considerações:

O fato de ter encontrado apenas 4 cães, não significa que não existam outros, chegando ao número informado de 8, ou até mais animais no local.

Os cães eram visivelmente animais COMUNITÁRIOS, e disso tenho certeza, não só pela postura junto aos pescadores, como pelo estado físico dos mesmos. Assim, ademais das reclamações (caso não exista agressividade comprovada) estariam amparados pela Lei Municipal 4956/2008 conforme se segue abaixo:

Art. 1° Fica considerado como animal comunitário aquele que, apesar de não ter proprietário definido e único, estabeleceu com membros da população do local onde vive vínculos de afeto, dependência e manutenção.
Art. 2° Ficam estabelecidas normas de identificação, controle e atendimento a animais comunitários, na forma prevista nesta Lei.
Art. 3° O animal comunitário deverá ser mantido  no local onde se encontra, sob os cuidados do Órgão Municipal para este fim apontado e cujas atribuições estão relacionadas a seguir:
I – prestar atendimento médico veterinário gratuito;
II – realizar esterilização gratuita conforme disposto na  Lei  nº 3.739, de 30 de abril de 2004;
III – proceder à identificação a ser feita por meio de cadastro renovável anualmente.
Art. 4° Serão responsáveis-tratadores do animal comunitário aqueles membros da comunidade que com ele tenham estabelecido vínculos de afeto e dependência recíproca e que para tal fim se disponham voluntariamente.
Parágrafo único. Os responsáveis-tratadores serão cadastrados pelo órgão supracitado e receberão crachá do qual constará qualificação completa e logotipo da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Art. 5°  Caberá ao Poder  Executivo Municipal determinar o órgão que procederá a implementação das disposições expressas nesta Lei.
Art. 6°  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em  3  de dezembro de 2008
Vereador ALOISIO FREITAS
Presidente.

Assim exposto e compreendido, seria de RESPONSABILIDADE da SEPDA cumprir a Lei, prestar todo atendimento a esses animais, e não dizer que vai recolhe-los ao CCZ. Mas esperar isso de um órgão INCOMPETENTE, MOROSO, INEFICAZ E INOPERANTE como a SEPDA, seria impossível.

Assim sendo, queria avisar a SEPDA que estou de olho, que mantive contato com os pescadores locais que alimentam os animais e que, quando possível tratam e até dão remédios (segundo depoimentos)… e vou ficar de olho.

Caso qualquer coisa aconeça a esse animais, serei avisado, e vou proceder como cidadão interessado, com todos os artifícios legais ao meu alcance para responsabilizar quem tiver atos irresponsáveis com esses cães. Mas também estarei aqui para elogiar, caso a SEPDA cumpra com seu dever institucional e legal…o que eu duvido muito.

No mais, o que me pareceu foi:

1- Falta de notícias no Jornal Ilha Notícias, que, no intuito de ter o que escrever, escreveu sem sequer apurar.

2- O famoso preconceito dos moradores do prédio local, contra não só os animais, como também para com os pescadores alí estabelecidos.

Volto a afirmar que, o fato de não ter visto agressividade não significa que ela não exista por parte dos cães (já que dos moradores e denunciantes está comprovada), mas mesmo nesse caso, a responsabilidade é da SEPDA e não recolhendo e entregando ao CCZ.

Vamos nos lembrar que cães são territorialistas… talvez uma castração feita pela SEPDA (kkk que sonho) venha a mudar o comportamento deles.

Estou de olho!

 

 

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