Resgatar Animais não é brincadeira (2ªparte-Reabilitação)

Então amigos, no artigo anterior falamos sobre RESGATE, seus perigos, as técnicas que envolvem a operação e muito mais.

A idéia dessa série em 3 partes é conscientizar defensores de animais da responsabilidade que é resgatar um cão ou outro animal qualquer.

Como comentado anteriormente, a parte mais simples, por incrível que possa parecer, é o resgate. Logo após, é hora da reabilitação!

Presume-se que, se você teve de RESGATAR um animal, significa diretamente que ele necessite ser reabilitado, caso contrário não terá sido um resgate, mas um RECOLHIMENTO do animal.

A primeira providência é levar a um VET de confiança. A avaliação inicial do animal envolverá invariavelmente uma consulta, exame de sangue completo, vermifugação, banho e vacinas… isso se o animal não apresentar machucados, problemas de pele e outras moléstias facilmente identificáveis. Em alguns casos ainda terá que fazer ultra-sonografias ou exames mais elaborados, com especialistas em procedimentos veterinários… Isso sem falar na castração!

No barato, você gastará no mínimo, inicialmente (na melhor das hipóteses) em torno de R$250,00 a R$300,00.

A próxima fase é o Lar temporário… Esse tem sido um grande problema ultimamente. Apesar de muitos grupos de defesa animal acabarem custeando toda a estadia do animal (banhos, remédios, ração, etc), existe uma grande dificuldade em se encontrar lares temporários, ou seja, aqueles em que o animal ficará, até sua adoção definitiva.

Por vezes arrumamos lares temporários e os perdemos logo em seguida, pois, os “padrinhos” acabam se apaixonando por seus hóspedes, o que é ótimo do ponto de vista do animal, mas péssimo para o trabalho de defesa, pois, como já mencionei, é muito difícil achar um lar temporário, bem mais que um adotante definitivo! assim, perdemos lares com as adoções desses animais por aqueles que se prestavam a fazer o Lar Temporário.

A reabilitação passa também por muitas manifestações de carinho e amor. Cães judiados, por vezes, chegam a serem agressivos ou ainda tímidos… muitos nos chegam completamente traumatizados, graças a seu histórico de abandono… então, a paciência, o amor e o carinho são as ferramentas necessárias para reabilitar psicologicamente e comportalmentalmente esse animal… e isso requer tempo.

Sim, requer tempo uma reabilitação, afinal, como defensores responsáveis, só poderemos entregar um animal para adoção quando o mesmo estiver COMPLETAMENTE reabilitado. Isso impede que o adotante devolva o animal, apesar de todos os cuidados que possamos tomar para encontrar o ADOTANTE certo para cada animal em particular, respeitando-se também as características desse animal.

Mas adoção, esse será o tema do 3º artigo…

Até lá!

 

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