O problema dos “carroceiros” em todo o Brasil

Pessoal,

Recebemos um e-mail da nossa leitora Mônica Maria de Albuquerque Tenório, contando-nos sobre o recorrente problema de maus tratos por parte dos carroceiros de Rio das Pedras, e nos solicitando um artigo sobre esse problema.

Pois bem, esse problema dos carroceiros é recorrente e Nacional. Nós, defensores dos animais e do meio ambiente temos conhecimento dos casos mais escabrosos, desde maus tratos a abandono desses animais que dão sua força de trabalho para o sustento de humanos.

Esse tipo de caso me recorda muito a fábula da Galinha dos ovos de Ouro. É evidente que nenhum defensor dos animais gosta de ver um veículo de tração animal, mas… já que o problema existe, ao menos gostaríamos de ver esses carroceiros devidamente orientados, para que se conscientizem que, maltratando esses animais, matam suas “galinhas dos ovos de ouro”.

Como conhecedor dos problemas dos animais e do sistema legislativo, conheço bem as soluções para esse problema, soluções essas que dependem da BOA VONTADE POLÍTICA!

Registro aqui (para que não venham dizer depois que a idéia é de outros) algumas soluções simples (mas que dependem do poder público) que resolveriam de forma gratificante o problema dos animais de tração;

1- Criação de uma cooperativa dos carroceiros (municipal).

a) Criação de um programa governamental de qualificação e educação no trânsito, criado especialmente para carroceiros.

b) Criação de um curso voltado aos carroceiros de manejo de equinos, criado e ministrado com as características dessa classe.

c) Dentro dessa cooperativa, encontros regulares, com palestras e mini-cursos voltados a carroceiros.

2- Criação de uma regulamentação para o tráfego de carroças no Município, voltada a proteção dos animais e dos carroceiros.

a) Regularização das carroças com identificação e habilitação especial para esses carroceiros.

3- Apoio veterinário com campanhas de vacinação aos animais de carroceiros regularizados pelo municipio.

Ou seja, teríamos os carroceiros LEGALIZADOS, que teriam que cumprir uma série de requisitos para serem considerados LEGAIS, e os não legalizados, que estariam sujeitos a apreenção de suas carroças, animais, etc.

Dentro desse ideal, teríamos animais acompanhados e protegidos, assim como carroceiros “educados” ambientalmente, em cidadania e mais, incluidos dentro de uma classe regularizada e não mais à margem da sociedade.

Soluções simples, que podem ser conveniadas a entidades privadas e que teriam um impacto socio-ambiental gigantesco!
O que falta? Vontade política!

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