CRIME! SAFARI EM MATO GROSSO DO SUL

Olá pessoal,

Hoje acordo vocês com essa notícia ABSURDA de um crime ambiental acontecendo numa fazenda no Mato Grosso do Sul. E acordo muito P….

O primeiro absurdo é a existência de verdadeiros Safaris, organizados para estrangeiros, com pousada, translado, fornecimento de armas, cães mateiros e guias, exatamente aqui no Brasil. Não estou falando daquelas caçadas, que estamos cansados de saber que existem, mas verdadeiros SAFARIS, que não deixariam nada a dever daqueles que, nem mais na África se fazem.

O segundo absurdo é chamar essa &%$#$¨&¨% de AMBIENTALISTA. O nomezinho da figura é Beatriz Rondon (RONDON… que hironia) e os SAFARIS aconteciam (acontecem) em sua propriedade, a fazenda Santa Sofia, no Estado do Mato Grosso do Sul;

O terceiro, e mais grave absurdo é que o Jornal Nacional noticia, policiais Federais, inclusive delegado, dão entrevistas, a matéria mostra a apreenção de várias armas e munição, peles e galhadas de animais, o vídeo mostra essa &*%$#$* dando depoimento, logo depois de abaterem uma onça… e ela não foi INDICIADA!

Isso mesmo, repito, ela não foi INDICIADA!!!!

E por que? O Advogado dela aparece nas imagens, dizendo que as armas eram legalizadas e que ela não teria interesse em promover SAFARIS.

Mas vejamos:

Lei de Crimes Ambientais

Seção I
Dos Crimes contra a Fauna
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em
rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou
em desacordo com a obtida:

Ué, estou ficando louco ou ela aparece no vídeo matando, perseguindo, apanhando espécies da fauna silvestre???

E mais…

§ 1 . Incorre nas mesmas penas:

III – quem vende, expõe a venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou deposito,
utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória,
bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem
a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.

§ 4 . A pena e aumentada de metade, se o crime e praticado:
I – contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que somente no local da
infração;

O que eram aquelas galhadas de veado e couro de cobra encontrados na propriedade dessa ¨&*%$#$???

Fica meu questionamento: POR QUE ELA NÃO FOI INDICIADA SE AS PROVAS ESTÃO TODAS MATERIALIZADAS?

Será porque ela é PECURISTA? Tem DINHEIRO? Já começa por não compreender como um pecuarista possa ser também um ambientalista… e segue pelo fato de que essa %¨$#¨& ainda recebia indenizações do governo pelo seu gado morto por onças… e tinha a responsabilidade de acompanhar a vida desses animais.

Colocaram o LADRÃO para tomar conta do COFRE!

Bom, se tiverem estômago, assistam ao vídeo e tirem suas próprias conclusões. Depois leiam a matéria na íntegra.

O mais importante é repassar essas informações a todos que você conhece e se preocupam com nossos animais… vamos dar vulto a essas denúncias e exigir de nossa justiça explicações do porque essa ¨%$#$%¨não foi indiciada!

CHEGA DE IMPUNIDADE!

 

 

(de OGLOBO)

CAMPO GRANDE e SÃO PAULO – A Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apreendeu, na noite desta quinta-feira, várias partes de animais, armas e centenas de munições, além de objetos usados para caçar onças. O material – utilizado em safáris ilegais – estava na fazenda Santa Sofia, localizada nas proximidades de Aquidauana, no Panatanal, a 130 km de Corumbá. A dona da propriedade, a pecuarista e ambientalista Beatriz Rondon, não foi indiciada. As investigações continuam.

Na propriedade foram apreendidas 12 galhadas (espécie de chifre) de cervo, dois crânios de onça, uma mandíbula de porco monteiro, uma pele de sucuri com 3,5 metros, cinco revólveres calibre 38, uma pistola 357, uma carabina, dois fuzis, 17 caixas de munição de diversos calibres, dois alforjes (um tipo de bolsa muito usado pelos caçadores), além de dois tubos de um instrumento de sopro que simulam o esturro, que serve para atrair onças.

Os detalhes da operação foram divulgados nesta sexta-feira pelo superintendente do Ibama, David Lourenço. Segundo ele, ninguém foi preso ou autuado ainda, porque não houve flagrante e o Ibama aguarda a perícia dos materiais para definir o tipo de punição a ser aplicada. Os crânios de onças foram levados para serem periciados na Embrapa Pantanal (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). A multa é de R$ 5 mil por animal abatido, mas neste caso, se for confirmada que o dono da fazenda cobrava pacotes turísticos que incluia a caça de animais silvestres, o valor pode der dobrado.

Segundo o superintendente do Ibama, as investigações apontam que turistas estrangeiros pagavam de US$ 30 mil a US$ 40 mil para praticar a caça na propriedade pantaneira. Nesse valor estão incluídos passagens aéreas, hospedagem e alimentação, além de armas e munições usadas na caça.

– A propriedade também funcionava como uma pousada – diz o delegado Alexandre do Nascimento.

De acordo com o superintendente, as investigações na fazenda começaram depois que a PF recebeu de um norte-americano um vídeo que mostra vários turistas abatendo animais.

– Isso é uma evidência clara de que os safáris eram feitos em Mato Grosso do Sul e por isso precisam ser investigados mais profundamente – afirmou Lourenço.

No vídeo aparece participando do safári Marco Antonio Moraes de Melo, o Tonho da Onça. No Pantanal, ele é famoso por ser o maior caçador de onças da região. Há anos, ele ficou conhecido na mídia nacional como sendo exemplo de homem que se converteu de caçador a um grande defensor dos animais. Nas reportagens, ele apareceu participando de projetos de proteção aos felinos. A ambientalista também aparece no vídeo. Ela mostra uma onça fêmea sendo abataida e diz que o animal estava atacando seu gado.

Na Operação Jaguar I, realizada em julho do ano passado pela PF e Ibama, quatro pessoas foram presas acusadas de realizar a matança de animais em extinção no Pantanal. Tonho da Onça escapou da ação e desde aquela época é considerado foragido, por estar com mandado de prisão expedido pela Justiça. Na gravação recebida pela PF, a data que aparece é 2004, portanto, bem antes da Operação Jaguar I.

O advogado da ambientalista, Renê Siufi, disse que as armas localizadas na propriedade são todas legalizadas e que Beatriz não ‘tem interesse em matar onças e nem permitir que se faça esse tipo de atividade’.

Tags , , , , , , .Adicionar aos favoritos o Link permanente.

Add a Facebook Comment

Deixe uma resposta