Casal mantém santuário para pit bulls abandonados

Mais uma vez a sociedade civil, na figura de defensores do mundo animal, fazem o papél que deveria ser dos nossos governantes.

Atentem para o fato que, no Rio de Janeiro, cães Pit Bulls são sacrificados no CCZ sob a alegação de serem cães anti-sociais. Se usarem as verbas de forma correta, e não para “outras” finalidades, certamente poderiam contratar um profissional para ressocializar esses animais… mas é mais fácil matar não é?

(do R7)

Especialista na raça treina animais para atendimento terapêutico em clínicas infantis

Julia Chequer/R7

Pulguinha, de quatro meses, chegou faz dois meses no santuário; ela

quase não cresceu, pois foi abandonada muito bebê e teve ausência de cálcio

no organismo

 

Faz ano e meio que o casal Fernanda Meccia e Paulo Melo fechou o restaurante que tinha no litoral de São Paulo, para dedicar-se exclusivamente ao cuidado de pit bulls abandonados.

Eles criaram o Santuário dos Pit bulls. Como explica Fernanda, um cachorro desses que fica na rua acaba muito judiado.

– As pessoas batem, dão pauladas, facadas, uma coisa horrorosa. Acham que por ser pit bull, o cão é um monstro, um absurdo.

Ela explica o porquê é apaixonada pela raça, a que se dedica faz dez anos.

– São cães de companhia, um animal leal, doce, que ama crianças, diferentemente da imagem que fazem da raça. Mas se criados de forma errada, claro, podem virar uma arma.

O adestrador Jorge Pereira, especializado em pit bulls, faz coro. Ele já trabalhou inclusive com a raça para atendimento terapêutico, em clínicas pediátricas.

– São animais fortes, determinados e extremamente submissos ao humano. Mas existem pessoas que estimulam a violência no bicho, penduram pneus para desenvolver o instinto de caça, acham bonito o animal perseguir outro.

Seu cachorro Tas costumava fazer o trabalho voluntário de entretenimento de crianças doentes.

– Os pit bulls são fortes e doces, eles aguentam todo tipo de brincadeira, e criança puxa orelha, rabo, eles encaram tudo numa boa.

Ele conta que iniciativas como esta do santuário são essenciais, até para mudar a imagem do bicho, que sofre nas ruas.

– A cada notícia de pit bull que ataca alguém,  pois certamente foi criado de forma errada, as pessoas abandonam os animais que compraram por medo ou raiva do bicho, e esse animal é massacrado nas ruas, por gente ignorante.

Abandonada em um abrigo em Guarulhos, ela foi amarrada

no portão, junto com seu bebê, Pulguinha;

Ágata tem quatro anos e está no santuário faz dois meses

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Uma resposta para Casal mantém santuário para pit bulls abandonados

  1. Magaly diz:

    Conheço o casal e sua luta para defender a raça, e sempre que posso ajudo de alguma forma, pois sei que para eles a luta é muito mais difícil por que o homem conseguiu infernizar uma raça por pura crueldade.

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