“Monstro” tira sono de moradores da zona sul de SP

O pior é que quando pegarem a cobra, provavelmente vão matá-la! Uma perda!

(do R7)

Muitos moradores do Parque Residencial dos Lagos, que vivem a beira da Represa Billings, limite entre Grajaú e Cocaia, extremo zona sul de São Paulo, estão assustados com uma suposta sucuri, que segundo eles, já comeu animais que vivem no local. Até uma placa escrito “cuidado sucuri” foi colocada no píer do local.

Até nome ele tem: Gilda. Muitos não acreditam porque não viram com os próprios olhos. Outros já viram diversas vezes, e têm medo de chegar perto de onde ele possa estar. O fato é que muitos moradores do Parque Residencial dos Lagos, que vivem à beira da represa Billings, limite entre Grajaú e Cocaia, na extrema zona sul de São Paulo, estão assustados com a presença daquilo que batizaram de “monstro” da represa.

Os que já o viram dizem se tratar de uma sucuri que, segundo eles, já comeu animais que vivem na região. Até uma placa com a inscrição “Cuidado, sucuri” foi instalada no píer da Billings há pouco tempo. Verdade que a palavra “sucuri” foi escrita na placa pelos próprios moradores.

Disposta a fotografar ou filmar a sucuri para provar para as autoridades que ela existe, Vera Lúcia Basalia, a presidente da associação dos moradores do parque – que tem cerca de mil habitantes – contou à reportagem do R7 que passou dias fazendo campana em volta de parte da represa e do píer.

– A sucuri apareceu há mais ou menos um mês. Cheguei até a acampar, na verdade, fazer vigília com mais umas 20 ou 30 pessoas por 15 dias. Passava a noite toda para fazer uma foto, mas fica tudo escuro. A sucuri é preta, deve ter uns 8m ou 9 m e tem uma cabeça enorme.

Segundo moradores do local, a tal cobra, que mora dentro da água, já comeu galinhas, dois cachorros, um cabrito e um porco. Além dos animais, um adolescente também diz que “quase foi engolido” pela sucuri. O feirante Elandes Santos Moreira, de 16 anos, afirmou que foi avisado do perigo e chegou até a mudar o lugar onde pesca.

– Me disseram que ela ficava perto do píer, por isso fui uns metros mais longe, mas não adiantou. Em questão de meia hora, eu vi uma cabeça gigante e o corpo que iria me rodear. Ela ia me dar o bote e saí correndo. Isso tem umas três semanas e nunca mais voltei lá para pescar. Tenho muito medo.

Auxiliar de serviços gerais na região, José Neves dos Santos, de 64 anos, passa o dia todo pela área onde supostamente mora o “monstro”. Ele não estava ao lado do adolescente no momento em que a cobra se aproximou, mas viu o “rosto do menino”, depois do ocorrido.

– O menino veio correndo, estava branco. Ele só gritava é a cobra, é a cobra!

Suposta origem e horário marcado

Colega de trabalho de Santos, José Claudiano Domingues, de 56 anos, disse que nunca “conseguiu” ver a cobra, mas não tem dúvidas de que ela existe. Ao R7, ele descreveu até a origem do animal. Segundo ele e outros moradores, um bombeiro, que foi ao local certa vez, disse que a sucuri foi “jogada na represa” por um japonês que criou o bicho por algum tempo e depois não conseguiu mantê-lo mais em casa.

Se ali, ao lado do píer, a passagem diária da sucuri não é dada como certa. No ponto oposto, no bairro Cantinho do Céu, as vizinhas e donas de casa, Antônia Barbosa, de 40 anos, e Zelice Miranda França, contam que o bicho tem hora certa para passar: por volta das 18h30 e 23h. Apesar de vê-lo todos os dias, Zelice faz questão de fazer uma ressalva quando questionada sobre a tal sucuri.

– Vejo esse bicho todo dia. Mas não sei se é mesmo uma sucuri. Até que eu veja o corpo todo, pode ser qualquer outra coisa, não é? Mas te conto que, todos os dias à noite, eu abaixo todos os meus vidros e coloco um pano embaixo da porta. A gente não sabe mesmo, não é?

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