Truda, o Maluco da Baleia

José Truda Palazzo Jr.tem trabalhado, ao longo dos anos, em várias iniciativas de proteção ao meio ambiente, tendo se tornado um respeitado e conhecido ecologista. Abaixo segue uma biografia sua:

Carreira

Iniciou sua militância na área ambiental aos 15 anos, em 1978, quando somou-se a ativistas como José Lutzemberger na Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e começou a atuar na campanha nacional para banir do Brasil a caça à baleia (proibida somente em 1985). Em 1979 conhece o Vice-Almirante Ibsen de Gusmão Câmara, então já um expoente do meio ambientalista brasileiro, e passam a trabalhar juntos pela conservação das baleias e do meio marinho.
O projeto Baleia Franca

Em 1981, o Almirante Ibsen encarrega Truda de buscar, no sul do Brasil, evidências do reaparecimento de baleias francas, que se acreditava extintas no País. O grupo de voluntários organizados por Truda redescobre a população reprodutiva de baleias francas em 1982, dano início ao mais antigo projeto brasileiro de conservação de baleias, ao qual Truda dedicou-se a coordenar por 23 anos até transferir a coordenação do mesmo à Dra. Karina Groch em setembro de 2005. Apenas em 2002 o Projeto ganhou um patrocínio significativo, da Petrobrás, tendo sido mantido por 19 anos com recursos pessoais da família Truda Palazzo e pequenas doações obtidas de entidades no Brasil e Exterior. Atualmente o Projeto é mantido pela Coalizão Internacional da Vida Silvestre (IWC/BRASIL) – entidade civil sem fins lucrativos cuja seção brasileira foi fundada por Truda em 1986 e é por ele presidida %u2013 e coordena as ações de pesquisa e conservação da espécie no Brasil, mediante Acordo de Cooperação com o Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos do IBAMA; mantém o Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca e o Museu da Baleia de Imbituba, ambos referências internacionais no tema; e realiza atividades de cooperação com instituições congêneres. A IWC/BRASIL torna-se o suporte institucional fundamental à continuidade das ações pró-conservação de Truda.

Nesse ínterim, Truda, que iniciou três cursos superiores (Biologia, veterinária e Direito) mas abandonou-os por impossibilidade de compatibilizar o estudo com o ativismo e as pesquisas de campo fundamentais para o Projeto Baleia Franca, dedicou-se à defesa dos ambientes marinhos e costeiros do Brasil com um sucesso raro. Em 1983, obtém da então Secretaria Especial do Meio Ambiente a criação da Reserva Ecológica (hoje Refúgio de Vida Silvestre) Ilha dos Lobos, no RS, para proteger a única colônia de leões-marinhos do Brasil. Torna-se na oportunidade colaborador regular da SEMA, auxiliando na fiscalização da Estação Ecológica do Taim (RS) com um grupo de voluntários credenciados pela Secretaria.
Criação de áreas de conservação

Em 1985, inicia a luta pela criação do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, finalmente decretado em 1988, e que tornar-se-ia Patrimônio Mundial reconhecido pela UNESCO em 2003 com base em relatório no qual Truda contribuiu decisivamente. Em 1989, fixando residência em Florianópolis e já à frente da IWC/BRASIL, auxilia o IBAMA na criação do Centro de Resgate de Fauna de Florianópolis para atender animais silvestres apreendidos e Em 1992 logra a decretação da Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim, na Baía Norte de Florianópolis, obtendo da Fundação O Boticário os recursos necessários para sua primeira embarcação de fiscalização, sinalização e folheteria educativa. Com uma breve passagem pela Secretaria de Meio Ambiente da Presidência da República em 1991/92, na gestão de Jose Lutzemberger, ajuda a lograr a adesão do Brasil à Convenção para a Conservação de Áreas Úmidas de Importância Internacional (Convenção RAMSAR) e a consolidar a política pró-conservação do Brasil junto à Comissão Internacional da Baleia, na qual havia sido o primeiro observador não-governamental brasileiro a partir de 1984. Em 1999 coordena a proposta de criação da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, decretada em setembro de 2000.
CIB (Comissão Internacional da Baleia)

Em 1997, Truda torna-se membro regular da delegação oficial do Brasil à Comissão Internacional da Baleia (CIB), ocupando atualmente as posições de Chefe da Delegação Científica e Vice-Chefe da Delegação Plenária àquele organismo multilateral. Coordenou para o governo brasileiro a redação da proposta do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, ora em exame na CIB. Truda é ainda membro do Grupo de Trabalho Especial de Mamíferos Aquáticos do IBAMA desde sua criação, em 1994. Truda tem diversos livros publicados sobre conservação da Natureza no Brasil, dentre eles o primeiro Guia dos Mamíferos Marinhos do Brasil. Editado em 1988.

Por sua atuação em defesa da Natureza, Truda recebeu o reconhecimento de diversas instâncias. Em 1984 recebe o WhaleSaver Certificate da Connecticut Cetacean Society, EUA; em 1985 o Diploma de Mérito Cívico concedido pela Liga da Defesa Nacional; em 1986, o título de Protetor do Verde Público outorgado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre; em 1988, o Prêmio Pieter Oyens do WWF, o título de Cidadão Honorário de Fernando de Noronha e a Medalha do Cinquentenário dos Parques Nacionais Brasileiros. Em 2001 recebe o título de Cidadão Honorário de Imbituba, sede do Projeto Baleia Franca. Em 2002 é convidado pela Fundação Avina, instituição que apóia lideranças sociais e ambientais na América Latina, a integrar seu rol de líderes-parceiros. Em 2005, após auxiliar na constituição do Conselho Gestor da APA da Baleia Franca, é unanimemente eleito como Conselheiro Honorário no mesmo.

Atualmente Truda encontra-se envolvido no Projeto Diver’s for Sharks(vide tópico próprio), do qual é um dos idealizadores e fundador.

Certamente Truda é um Amigo de Atitude Animal!

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