Meu nome é Pastel! Me adota?

Pois é pessoal,

O Atitude Animal não poderia deixar de usar esse espaço em favor do PASTEL.

Não é segredo para ninguém da minha predileção por esse peludinho! Eu volto a repetir: O PASTEL É MARAVILHOSO!

Não consigo entender como ele ainda não foi adotado. Um cão lido, de médio porte, brincalhão e um… PASTEL!

Mas olha, se você não for um adotante IMPECÁVEL…se não for considerar o PASTEL como um membro da sua família… se tem um espacinho no fundo da casa… se pretende levar ele prá algum sítio onde você vai 1 vez por mês… desista!

Queremos para o PASTEL um LAR! Queremos que ele seja feliz, que ele seja AMADO!

Mas por outro lado, se você está procurando um MELHOR AMIGO… o PASTEL é para você!

Para se habilitar a “ser adotado” pelo PASTEL, favor entrar em contato com a Renata do G.A.R.R.A!

O PASTEL É TUDO DE BOM!

  

 

Dr Jorge Heggendorn Lôbo, o Famoso Dr. Lobo já é um Vet Solidário!

Pessoal,

 É com grande felicidade e honra que informo aos defensores da causa animal do Rio de Janeiro que, contamos com a ajuda mais que preciosa de meu irmão e amigo, o famoso, Dr. Jorge Heggendorn Lôbo entre nossos veterinários solidários.

Para quem não conhece o Dr. Lôbo, vou fazer aqui um pequeno relato de quem ele é:

Dr. Lôbo é graduado em Medicina Veterinária desde 1967, sendo o detentor do CRMV/RJ nº 0086. Detentor da mais alta comenda de Proteção Animal da Câmara dos Vereadores do io de Janeiro, o Diploma São Francisco de Assis.

Jorge Lôbo é uma lenda da veterinária. Coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, montou e fundou o canil da PMERJ e foi, durante décadas o principal veterinário dessa instituição. Foi graças a seus estudos que a Doença do Carrapato (Erlichiose) foi descoberta no Rio de Janeiro, assim como seus métodos de cura.

Com sua famosa clínica Veterinária São Francisco de Assis, no bairro do Méier no Rio de Janeiro, fundada desde 1969, o Dr Lôbo vem desempenhando a medicina veterinária como um exemplo dos que cumprem o juramento da classe.

Então, diante dessas ótimas notícias, informamos  como você deve acionar o Dr. Lôbo:

A Clínica São Francisco de Assis estará promovendo preços mais que especiais para os amigos do ATITUDE ANIMAL, abaixo damos alguns exemplos:

-Consulta: R$ 30,00

-Castração:

a) Cães: Machos – R$ 80,00 – Fêmea pequena R$130,00 – Fêmea grande R$ 150,00

b)Gatos:  Machos – R$ 50,00 – Fêmeas – R$ 80,00

-Hospedagem: Cães pequenos R$ 20,00/dia – Cães grandes R$ 30,00/dia (se o protetor trouxer a ração o custo pode cair)

Para garantir esses preços, basta se identificar como defensora da causa animal e amiga do Atitude Animal.

ATENÇÃO: O Dr Lôbo atende nos dias de semana das 14:00 às 22h e sábados e domingos na parte da manhã. Mas se o caso for URGENTE, basta manter contato por um dos telefones informados abaixo que ele atende a qualquer hora.

Como manter contato com o Dr. Lobo:

– Veterinária São Francisco de Assis – Rua Manuela Barbosa nº32 – Méier

Tel: 2596-3176

Dr. Jorge Lôbo –  Residência – 2596-5338- Celulares: 9925-0128 ou 9769-5027

Bem Vindo Dr. Lôbo,  meu Irmão, amigo e ídolo, aos Vet´s Solidários!

Hipertensão em Cães e Gatos: Um mal silencioso

Pessoal, mais uma matéria séria da revista HotPet, espero que aproveitem!

Por: Luiz Octavio Pires Leal

 

A hipertensão sistêmica é o aumento da pressão arterial sanguínea sistêmica. Embora a hipertensão arterial seja uma das causas mais comuns de morbidade e mortalidade na medicina humana, na veterinária ainda se transita pelas primeiras etapas de diagnóstico e pela sua compreensão, já que a aferição da pressão arterial não faz parte da rotina clínica diária. A hipertensão sistêmica pode ser classificada como primária ou secundária. Na medicina veterinária, a

Dra. Ellen Jaffé Pracownik (cardiologista veterinária)

hipertensão normalmente é secundária a doenças sistêmicas.

A hipertensão primária (sem causa definida) é mais rara, mas já há estudos que dizem que 18 a 20% dos gatos hipertensivos tem hipertensão primária. A hipertensão secundária pode ser causada por hiperadrenocorticismo (doença hormonal que aumenta o cortisol sanguíneo), doença renal, doença da tireóide (hipo ou hipertireoidismo), diabete mellitos, doença hepática, uso de medicamentos como a eritropoietina e esteróides (corticóide), policitemia (aumento circulante dos glóbulos vermelhos no sangue), feocromocitoma (tumor na glândula adrenal, próxima ao rim), hiperaldosteronismo primário (aumento da aldosterona no sangue), anemia crônica e obesidade (incomum). A doença renal é a causa mais comum de hipertensão em pequenos animais. E a própria hipertensão, causada ou não por doença renal, pode provocar lesões renais. Mas deve-se lembrar que a ansiedade e o estresse do animal tamtambém aumentam a pressão arterial.

A hipertensão arterial provoca lesões nos olhos, coração, cérebro e rins.

Os sinais clínicos mais comumente encontrados são: aumento da ingestão de água e perda de peso, cegueira aguda, aumento da diurese, vômitos, convulsões, alteraçõescardíacas, alterações oculares, fraqueza e anormalidades de comportamento. Também se pode observar outros sintomas neurológicos como desorientação e distúrbios de equilíbrio.

A maioria dos casos de hipertensão felina está relacionada com anormalidades oculares e ou cardíacas no exame físico e evidências de disfunção renal nos exames laboratoriais. As causas mais comuns de hipertensão felina são: a doença renal crônica e o hipertireoidismo. As manifestações clínicas mais comuns de alterações oculares em cães e gatos são: hemorragia e degeneração de retina, mas também pode haver glaucoma. A hipertensão deve ser considerada em gatos idosos, com início súbito de cegueira. Infelizmente, na maioria dos casos, o gato não volta a enxergar, mesmo após o início do tratamento.

Alterações cardíacas estão associadas com sopros cardíacos, alteração de ritmo cardíaco (ritmo de galope), aumento do coração e sangramento nasal. Além disso, complicações cardiovasculares podem levar o animal a óbito.

Animais com sinais clínicos de hipertensão e elevada pressão arterial devem receber terapia antihipertensiva para diminuir a pressão arterial e consequentemente os sinais clínicos relacionados. A decisão do tratamento e da droga antihipertensiva depende de vários fatores, incluindo a causa prevista da hipertensão, a presença de lesão em algum órgão e a gravidade do aumento da pressão sanguínea.

A determinação da pressão arterial em cães e gatos é muito importante, já que a hipertensão pode ocasionar alterações significativas no paciente. Animais idosos são mais predispostos a desenvolver doenças que provocam a hipertensão arterial sistêmica, sendo recomendado a aferição da pressão em todos os animais acima de dez anos, principalmente. Além de tratar a doença de base, quando a hipertensão é diagnosticada como secundária, protocolos de tratamento têm sido desenvolvidos e podem ajudar no controle da hipertensão.

Portanto, se o seu cãozinho ou gatinho é um paciente idoso, converse com o seu veterinário. A prevenção e o diagnóstico precoce podem evitar graves problemas para o seu animal.

“A determinação da pressão

arterial em cães e gatos é muito

importante, já que a hipertensão

pode ocasionar alterações significativas

no paciente.”

Rejeição de Filhotes

Oi Povo,

Publico aqui para vocês, uma pequena matéria bem legal da Revista Hotpets (edição nº 5) que é distribuida gratuitamente em Pet´s e Vet´s do RJ.

O assunto é importante e espero que vocês gostem!

Embora os animais não sejam capazes das atrocidades cometidas por nós, os chamados Homo sapiens, que matamos por ciúme, vingança, dinheiro, poder, ideologia ou simples prazer mórbido, eles cometem violências, as mais variadas, mas sempre em obediência ao propósito maior de manutenção da espécie, que é a lei magna da natureza.

Em sua vida natural, longe da interferência do homem, vigora a lei do mais forte. Os mais fracos sucumbem e só os mais fortes crescem e atingem a maturidade sexual, a capacidade de reproduzir-se, transferindo seus genes para as gerações futuras, mantendo, assim, a espécie. E não são todos os que chegam à maturidade sexual que terão a oportunidade de procriar, mas, mais uma vez, apenas os mais fortes. Da abelha aos maiores mamíferos, tudo funciona assim. E é isso que explica que cadelas e gatas abandonem os filhotes mais fracos de uma ninhada, quando existe um ou mais que destoam do padrão. Tudo sempre regido pela lei maior de preservação da espécie e da seleção genética natural. Como apenas os mais fortes e capazes sobrevivem para ter a chance de deixar filhotes, antes de morrer, a tendência é de que as futuras gerações sejam cada vez mais competentes para suportar as dificuldades da vida dentre as quais a capacidade de enfrentar, com sucesso, os predadores.

Acontece que na criação doméstica, pelo menos nas que são feitas com os procedimentos corretos de higiene, prevenção das doenças, boa alimentação, bom alojamento e carinho, não precisa prevalecer a lei do mais forte, mas a cadela e a gata não sabem disso. Então, o que você deve fazer é proteger o filhote da própria mãe e ser for necessário providencie uma amamentação artificial.

Na medida em que o mais fraco cresce e se desenvolve, com a sua ajuda, a mãe o acabará aceitando como um filho normal.

Você conhece os Nudibrânquios?

Oi pessoal,

Um matéria sobre os espetaculares nudibrânquios, que, infelizmente, só poderão ser vistos “ao vivo” por quem tem a felicidade de poder mergulhar.

De toda feita, divido com vocês a beleza desses animais!

*Parte desse texto foi retirado da Revista Super Interesante

Os nudibrânquios constituem uma subordem de moluscos gastrópodes marinhos pertencente à ordem dos opistobrânquios, na qual se encontram, por exemplo, as lesmas-do-mar.

Tais animais possuem as brânquias desprotegidas, fato que legitima seu nome. Sua variedade é enorme e chega a atingir 3000 espécies diferentes. Uma característica destes animais é a riqueza da paleta de cores que cobre o seu corpo e que lhes permite uma camuflagem eficaz nos recifes de coral que constituem o seu habitat.

Algumas espécies comem anêmonas e aproveitam os seus arpões urticantes integralmente transferindo-os funcionais para o seu próprio corpo. O mais interessante é que algumas espécies, por não conseguirem nadar com muita velocidade para fugir de predadores, secretam ácido sulfúrico para se protegerem.

Os nudibânquios filigranados são lesmas-do-mar, fotografados sob a água não como modelos bonitos, mas como seres vivos empenhados na luta pela sobrevivência. Foram observados defendendo-se, atacando, comendo, escondendo-se, batendo em retirada, picando, nadando. Todos são carnívoros, pelo menos até onde se sabe, predadores vorazes e de movimentos lentos que se alimentam de presas ainda mais vagarosas ou imóveis. Pertencendo à subclasse dos moluscos conhecidos como opistobrânquios, seus integrantes mais numerosos e conhecidos são os nudibânquios (literalmente, guelras ou brânquias nuas; na maioria das espécies, as plumas das guelras ficam na parte externa do corpo).

Todas as lesmas-do-mar têm uma língua áspera chamada rádula; possuem também um “pé” carnudo que as propele para a frente, seja através de contrações musculares, seja pelo movimento concatenado dos pêlos localizados na parte inferior do pé. A subespécie dos nudibânquios que compõe a grande maioria da subclasse, exibe na cabeça um par de órgãos sensores. Em linhas gerais, os nudibânquios são caramujos, com uma diferença: eles abriram mão da proteção da concha no seu estágio adulto. No lugar dela, recorrem a um vasto arsenal de defesa para proteger seus corpos macios num oceano cheio de predadores esfomeados. A ausência da concha torna-os mais ágeis. Por isso, embora a maioria dos nudibânquios ainda rasteje no fundo do mar, muitos são capazes de nadar, ao menos o suficiente para procurar um parceiro ou fugir de algum predador. Mesmo sem a concha para dificultar seus movimentos, a maior parte dos nudibânquios não usa a fuga como principal meio de defesa. Ao contrário, permanecem no chão, apostando suas vidas no êxito da camuflagem ou da guerra química.Cores vivas podem ser úteis para advertir predadores de que as pretendidas presas são nocivas ou mesmo tóxicas; as cores são úteis também para o animal se esconder: um nudibrânquio vermelho-vivo “desaparece” quando estacionado sobre uma esponja do mar da mesma cor. O nudibrânquio freqüentemente adquire a cor do alimento que costuma consumir. A dieta da espécie vermelha, por exemplo, é a esponja do mar vermelha. O rosa-brilhante do Hopkinsia rosacea um nudibrânquio da costa do Pacífico, resulta de um pigmento carotenóide específico, a hopkinsiaxantina; esse pigmento só é encontrado no biozoário Eurystomella bilabiata, que, por coincidência, é o alimento daquele nudibrânquio. A guerra química é a arma escolhida por muitos nudibânquios para se defenderem. Alguns segregam ácidos, e estes causam sensações que muitos peixes, mas nem todos, acham extremamente desagradáveis. Outros produzem toxinas, algumas delas tão poderosas que um único nudibrânquio colocado num balde com peixes ou caranguejos pode matá-los em cerca de uma hora (em circunstâncias normais, o inimigo recebe uma dose pequena, suficiente para repeli-lo mas não para matá-lo).

Um grupo de nudibânquios conhecidos como eolídeos utiliza as armas de suas próprias vitimas. Eles se alimentam de outra categoria de invertebrados marinhos, os celenterados, especialmente hidróides e anêmonas-do-mar. Estas últimas, por sua vez, têm uma característica comum aos celenterados: a produção de nematocistos, pequenas cápsulas que podem disparar um filamento enrolado e oco, semelhante ao arpão de uma baleeira. O nematocisto fura a pele da vítima e injeta uma toxina (é assim que as águas-vivas, outro grupo de celenterados, queima banhistas). Quando um eolídio come um hidróide ou uma anêmona-do-mar, ingere os nematocistos sem maiores problemas. O sistema digestivo do nudibrânquio neutraliza os nematocistos maduros, mas envia os imaturos para as bolsas especiais que possui na ponta dos “dedos”, ou ceratos, onde vão se transformar em verdadeiras armas. Os ceratos são freqüentemente a parte mais colorida do nudibrânquio podem atrair a atenção do predador, desviando-a da cabeça ou das regiões vitais do nimal.

Um peixe que morder esses apêndices receberá um bocado de nematocistos, além de algumas secreções de gosto horrível, e rapidamente perderá o interesse pelo banquete. O nudibrânquio então rastejará para longe usando seu pé gastrópode e rapidamente conseguirá regenerar os ceratos perdidos. Alguns nudibânquios têm a capacidade desconcertante de romper os ceratos que um predador houver abocanhado, do mesmo modo que alguns lagartos deixam a cauda com o predador enquanto escapam. Das cerca de 3 mil espécies de opistobrânquios conhecidos, aproximadamente 2500 são nudibânquios. Destes, as lesmas-do-mar são encontradas em todos os oceanos, das regiões polares aos trópicos, e em virtualmente todo tipo de hábitat. Elas variam em tamanho, desde espécimes pequenos o suficiente para rastejar entre grãos de areia até a lebre-do-mar, um dos maiores gastrópodes do mundo, que pode chegar a 1 metro e pesar 66 quilos.

Apesar desse sucesso evolutivo e de seu arsenal de defesas, os nudibânquios não levam uma vida despreocupada. Já foram vistos caranguejos arrancando os ceratos de eolídeos antes de devorá-los. E alguns opistobrânquios preferem consumir os seus iguais. De qualquer forma, um mecanismo de defesa pode ser considerado um sucesso mesmo quando o nudibrânquio que o utiliza é morto: se a refeição tiver um sabor amargo para o vencedor, ele evitará nudibânquios no futuro. Então, a espécie inteira sai ganhando. Mas há mais coisas na vida, é claro, do que tentar saber quem está devorando quem, até mesmo para os gastrópodes subaquáticos sem concha. E não é surpreendente que essas criaturas fantasiadas de cores alegres tenham desenvolvido formas interessantes de lidar com esse desafio universal. Todos os opistobrânquios são hermafroditas; cada indivíduo possui órgãos reprodutores dos dois sexos. Qualquer membro de determinada espécie pode acasalar-se com outro.

Na maior parte dos casos, dois nudibânquios se colocam em direções opostas, de tal modo que o lado direito de um se une com o do outro, e trocam esperma; assim, ambos são fertilizados. Grupos de lebres-do-mar formam longas correntes de acasalamento, em que cada animal faz o papel de macho para o que está a frente e o de fêmea para o que está atrás. O Onchidoris bilamellata, o nudibrânquio que se alimenta de craca, já foi visto algumas vezes congregado aos milhares, em grandes grupos de acasalamento. Os ovos são postos em massas gelatinosas, que se grudam a alguma superfície dura. Os ovos da maioria dos nudibânquios dão origem a larvas que já nascem nadando, movendo-se com outros plânctons e dispersando-se ao longo da costa. Nesse estágio, exibem a concha característica de sua classe. Mas depois de um período variável descem ao fundo do mar, pousando muitas vezes diretamente sobre um indivíduo de cuja espécie eles irão se alimentar quando adultos. Eles se transformam em adolescentes, já sem a concha, e finalmente em adultos. Existem muitas coisas não sabidas sobre os nudibânquios incluindo o que alguns comem. Eles são difíceis de estudar porque tendem a ser transitórios; ao contrário da maioria dos invertebrados marinhos, não se pode contar com sua presença quando se precisa deles. Biólogos começaram recentemente a estudar o papel dos nudibânquios em relação a outras espécies. Eles não são propriamente dominantes em determinada área, ao que parece, mas pelo menos em alguns casos influenciam que outros organismos dominem ou não. Um nudibrânquio encontrado ao longo das costas de todo o hemisfério norte, chamado em inglês shaggy rug (tapete peludo, desgrenhado), alimenta-se de anêmonas-do-mar, especialmente de uma de vida longa que pode dominar uma área considerável ao competir com sucesso com outros organismos sésseis (seres que, não tendo suporte próprio, se “enraízam” em outros organismos, como cracas e ostras).

Tanto estudos de laboratório como pesquisas de campo sugerem que a predação exercida pelo nudibrânquio impede o monopólio da anêmona-do-mar e deixa espaço para outras espécies se desenvolverem, aumentando assim a diferenciação da comunidade. O grande número de nudibânquios que se alimentam de esponjas pode ter um impacto similar na costa do Pacífico, onde estes organismos são potencialmente dominantes. Os nudibânquios são mais do que belas curiosidades biológicas. Os humanos, como sempre, já acharam utilidade para eles. Poucos são comestíveis; só um, o tochni tem servido de alimento regular para os índios aleútes e para os habitantes das Ilhas Kurilas, na União Soviética. Outros nudibânquios especialmente as lebres-do-mar, são usados na medicina chinesa. Os opistobrânquios têm um valor maior nas pesquisas neurofisiológicas. Como a fabulosa lula, que revelou tantas coisas aos pesquisadores, alguns têm células nervosas imensas: quase 1 milímetro de diâmetro no caso da lebre-do-mar da Califórnia.

Os neurônios não são apenas grandes: são tão constantes em sua posição e coloração que células correspondentes podem ser facilmente localizadas em outros indivíduos. Os fisiologistas podem assim ter certeza do que estão descobrindo, especialmente à medida que fazem a conexão entre nervos específicos e ações complexas do corpo. Por esse motivo, uma das espécies foi coletada tão intensivamente que, em alguns lugares, poucos adultos podem ainda ser encontrados. Ao fim e ao cabo, no entanto, não são nem os avanços neurológicos nem a promessa de uma compreensão ecológica melhor que tornam esses pequenos moluscos facilmente reconhecidos por biólogos e mergulhadores. Eles são tão coloridos e suas formas tão maravilhosamente improváveis que nem é preciso perguntar para que servem.